A genética influencia diretamente no emagrecimento. Pacientes com variações genéticas para certos receptores hormonais podem sentir bem mais dificuldade em emagrecer, isso não significa que somos reféns da genética, mas é claro que muitos casos além de mais esforço com os hábitos saudáveis precisamos de uma boa estratégia terapêutica.

De acordo com um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), uma variação genética encontrada no gene receptor da leptina, prejudica o emagrecimento e a redução de índices como o colesterol e triglicérides.

A leptina é um hormônio que desempenha um papel-chave na regulação do balanço energético do organismo, é um hormônio que atua na inibição da fome e no aumento do gasto energético dos tecidos periféricos, incluindo o adiposo.

O estado de hiperleptinemia (excesso de produção de leptina) é um dos principais fatores que dificultam a perda e a manutenção do peso corporal. O excesso de leptina é um fator pró-inflamatório que vai gerar consequências para a saúde do indivíduo, aumentando o risco cardiovascular.

No estudo alguns adolescentes obesos não conseguiram as mesmas reduções no IMC e nos índices lipídicos quando comparados aos que não portavam a variação. O grupo sem a variação genética conseguiu fazê-la recuar em cerca de 30%. Já o outro obteve uma redução praticamente insignificante. É necessário buscar estratégias terapêuticas auxiliares para ajudar aqueles que apresentam alterações genéticas relativas à leptina a emagrecer.

 

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Escrito por NutriçãoSadia & Dr. Vinícius Graton

Dr. Vinícius Graton é Nutricionista atuante na Nutrição Clínica & Nutrição Esportiva. Em Uberlândia/MG atende na Clínica Renova - Rua Bernardo Guimarães 417 - Bairro Fundinho. Contato (34) 3255-1237 ou 3231-8655. Para Assessoria Online envie WhatsApp (34)98407-3617